Apresentação

#Lugar de Mulher é no Cinema

A cinematografia brasileira tem um leque de filmes com atuação de mulheres

(seja à frente ou por trás das câmeras). Filmes que marcaram a história

do cinema nacional, no entanto personagens com as quais a

maioria das mulheres não se indentifica. Foi assim com a cineasta

Petra Costa, que em um exercício de memória as citou durante a

segunda mesa do Rio Content Market, no Rio. Pensar no ganho da

inclusão da mulher no espaço audiovisual é um novo desafio, ao

qual Petra Costa e Anna Muylaert, chamam a atenção. Assim

chama a atenção Anna: “Eu nunca entendi que existisse um olhar

feminino no sentido de gênero. Acho que existe esse

olhar independente do sexo do diretor. Tanto homem quanto

mulher pode fazer filme feminino ou masculino, mas é muito

importante sim que a gente comece a falar do ponto de vista da

mulher, porque a mulher, embora seja maioria, é vista como

minoria”. Comungando com estas cineastas, que vislumbram mais inclusão

no cenário audiovisual,  o Curta-Se 16, traz seu tema,  nesta edição:

mulheres-banner

 

“ Lugar de Mulher é no Cinema”.

 

Histórico

Criado em 2001, o Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe (Curta-SE) foi concebido inicialmente como um pequeno festival de curtas-metragens voltado para o público universitário. Em sua primeira edição realizada junto à Universidade Federal de Sergipe, organizada por sua criadora, Rosângela Rocha –, o então chamado Festival Brasileiro de Curtas-Metragens contou  com a seleção de 44 filmes do nordeste, dos quais 14 sergipanos. A mostra aconteceu no decorrer do ERECON – Encontro Regional de Estudantes de Comunicacão do Nordeste, exibindo filmes no Teatro Atheneu Sergipense e contou com a presença do então presidente a ABD Nacional, Leopoldo Nunes, no júri oficial.

A partir da primeira experiência, o Curta-SE amadurece de forma rápida e surpreendente, consolidando-se como um dos mais importantes eventos do calendário nacional de festivais de cinema. Já na segunda edição, o Curta-SE torna-se Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe e passa a estender sua programação para o além-mar, até a cinematografia portuguesa. É também a partir de 2002 que o festival acrescenta às mostras de curtas a participação de longas-metragens convidados e uma extensa programação de seminários, workshops e eventos culturais.

O ano de 2002 foi de fato o período de consolidação do Curta-SE como o grande evento do cinema em Sergipe: o Curta-SE 2 contou com a participação de mais de 5 mil pessoas, que tiveram acesso aos 144 filmes inscritos naquele ano numa programação distribuída por salas de cinema, espaços públicos e centros culturais. O festival consolidou-se também junto à sociedade civil organizada e ao poder público com a construção de parcerias firmadas com instituições de ensino, distribuidoras, ONGs, empresas do setor cinematográfico, consulados, televisões abertas e por assinatura, o Fórum dos Festivais e governos locais.

Em 2003, o Curta-SE passou a contar com o patrocínio da Petrobras. Aliada ao apoio da Lei Rouanet, esta parceria trouxe ao Festival um crescimento importante em termos de estrutura, o que permitiu incrementar e diversificar ainda mais a programação oferecida ao público. Atento a um de seus maiores objetivos – o de buscar a aliança entre tecnologia e responsabilidade social –, o Curta-SE também se tornou parceiro do programa Fome Zero, e arrecadou cerca de uma tonelada de alimentos em troca de ingressos para as exibições dos longas-metragens convidados.

Foi de olho na democratização do cinema no Brasil que o Curta-SE optou por realizar sua quarta edição num dos bairros mais antigos e populares de Aracaju: o Bairro Industrial. Em sintonia com as necessidades da população menos favorecida, o Festival exibiu curtas e longas-metragens, inclusive em 35mm, numa enorme tenda montada na orla local e proporcionou o acesso a filmes de qualidade para milhares de pessoas que, por razões diversas, não podiam frequentar as grandes salas de cinema.

O Curta-SE 5 foi mais uma vez um grande exemplo de inovação. Além de acontecer em Aracaju, o evento se inseriu na programação alusiva aos 150 anos do município e foi levado às ruas da quarta cidade mais antiga do Brasil e primeira capital de Sergipe, São Cristóvão.  A mostra Cine BR em Movimento e as apresentações de grupos folclóricos deram a cara do Festival na cidade.

Novas parcerias foram firmadas para as premiações, o que permitiu a ampliação do número de inscritos e de categorias vencedoras do evento. Como não poderia deixar de ser, o Curta-SE 6 trouxe ainda mais novidades e crescimento. Uma mostra competitiva, denominada  ‘Curta os Sergipanos’, foi realizada em São Cristóvão. A premiação oferecida ao melhor  curta sergipano pela Cinerama Brasilis, cinco diárias de câmeras 16mm equivalentes a R$ 8 mil, foi a primeira em 25 anos. Milhares de pessoas participaram mais uma vez do festival e garantiram o sucesso da edição.

O Curta-SE 7 aconteceu no período de 28 de abril a 6 de maio de 2007, compreendendo as cidades de Aracaju, Estância e São Cristóvão, e comprovou a credibilidade do festival de aprovado por público, crítica especializada e mídia local e nacional. A qualidade da programação também atestou o seu sucesso: os filmes e vídeos selecionados para as mostras competitivas e informativas, as discussões no seminário sobre distribuição e exibição de filmes brasileiros, as homenagens à Ilo Krugli e Joaquim Pedro de Andrade, os eventos artísticos que demonstraram a diversidade cultural de nosso estado – tudo funcionou para corroborar a posição do Curta-SE como um evento de destaque.

Contamos então com um público estimado em 5 mil pessoas: eram estudantes  secundaristas, universitários e comunidade em geral, com acesso a 90 obras audiovisuais dirigidas ao público infantil e adulto. Oferecemos dois workshops: Como Fazer seu Filme e Espaço Cultura Livre, entrelaçados por exibições e debates.

Excursionando pela economia da cultura, o Festival gerou renda nos serviços de hotelaria, aviação, turismo, artesanato, além de oferecer o primeiro emprego de alguns jovens através das monitorias. O Curta-SE também contribuiu para a qualificação dos profissionais da área, e na geração dos impostos ISS, ICMS e CPMF.

O sergipano teve acesso às informações e acesso aos filmes, aos realizadores, às técnicas audiovisuais desenvolvidas nos workshops. Dando continuidade a um compromisso firmado desde anteriormente, promoveu-se uma ação social junto à Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social, através do Programa Fome Zero. Foram doados 1.300 quilos de alimentos advindos da troca dos ingressos para assistir aos filmes no Cinemark.

O evento contou com o imprescindível patrocínio da Petrobras, do apoio Ministério da Cultura (através da Lei de Incentivo à Cultura), do Governo do Estado de Sergipe, do Banco do Nordeste e da Prefeitura Municipal de Aracaju. Os recursos ofertados por esses parceiros viabilizaram a realização do festival dentro de um padrão que certamente imprimiu um diferencial marcante seu formato.

Em 2008, o evento torna-se Festival Iberoamericano de Curtas-Metragens. Isso possibilitou a participação de países abrangidos pelo programa Ibermedia, do qual fazem parte a Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Cuba, México, Venezuela, Colômbia, além de Portugal e Espanha. Além disso, no mesmo ano, o Curta-SE passou a integrar em mostras competitivas longas-metragens a partir de 70 minutos.

Ao completar uma década, o Curta-SE se consolidou como um dos maiores festivais de cinema do país. O festival diversificou seu público agregando outras artes, como a música. Recebeu, na abertura, o pernambucano Otto. Já o encerramento do festival contou com a irreverência da cantora Preta Gil. No ano de 2010, foi implementada a votação eletrônica.

Em 2011, o Curta-SE levou para Aracaju um longa-metragem filmado quase que em sua totalidade em Sergipe. ‘O Senhor do Labirinto’ relata a história do sergipano de Japaratupa Arthur Bispo do Rosário, que mesmo com sua esquizofrenia conta  que ficou mundialmente conhecido por sua arte. Uma das novidades desta edição foi a criação do prêmio do Júri Oficial na categoria de longas-metragens.

No ano seguinte, o Festival distribuiu quase R$50 mil em prêmios. Além das cinco categorias, o Curta-SE acrescentou mais  uma categoria, a de videoclipe. Esta foi uma forma de unir diferentes tipos de arte.

O Curta-SE 13 recebeu 573 inscrições nas categorias cinema digital, videoclipe, vídeo sergipano, vídeo de bolso e longa-metragem.  Neste ano, o festival bateu recorde no recebimento de inscrições de outros países: foram 79 produções vindas da Espanha (48), Argentina (18), Portugal  (12) e Venezuela (1). Sergipe teve 42 inscritos, um número 27% maior do que no ano passado.

Com o tema ‘Felicidade é’, o Curta-Se 14 aconteceu de 08 a 13 de setembro nas cidades Aracaju, São Cristovão, Laranjeiras e São Cristóvão. De 18 a 21 de dezembro, o festival faz intercâmbio com o Fest’Afilm, na França, exibindo os premiados desta edição.

O Curta-SE 14 bateu recorde de inscritos de filmes estrangeiros. Cerca de 42% dos produções foram de outros países, sendo Espanha e Portugal os países que mais inscreveram. No total, foram quase 500 filmes inscritos.

Em 2015, o Curta-SE completou 15 anos de história. Assim como aconteceu em todos os anos, já nas inscrições, os realizadores ganharam duas categorias: trailer e webserie. Segundo a organização do Festival, a intenção é seguir as inovações dos grandes festivais nacionais e internacionais.
A cada ano, o Curta-SE ganha mais notoriedade dentro e fora do país. Isso só é possível graças ao apoio dos nossos parceiros, dos realizadores, do público e claro, não esqueçamos da competência técnica da equipe. Agradecemos aqueles que contribuem, o sucesso é de todos.

Em 2016, destacamos o papel de destaque da mulher no espaço do audiovisual. E continua…

 

Apoio:

Através da Lei de incentivo à Cultura, o festival tem o apoio da Revista Preview,  Pelicano, Benedito Lado B Produções, Mix Estúdios, Mistika, Cia Rio, Pontão de Cultura Digital Avenida Brasil, NET, Festival de Avanca – PT, Fest’Afilm – FR, Tagi.i ; e apoio cultural do Cinema Vitória, Cinemark, NET, Casa Curta-Se e Secult SE. A realização é da  AVBR Produções e Ministério da Cultura / Governo Federal

 

Share Button
scroll to top